{"id":1727,"date":"2021-01-27T18:07:54","date_gmt":"2021-01-27T21:07:54","guid":{"rendered":"https:\/\/s2marketing.ag\/clientes\/fabrica\/?p=1727"},"modified":"2021-01-27T18:31:35","modified_gmt":"2021-01-27T21:31:35","slug":"fundadora-relembra-inicio-da-fabrica-de-bolos-vo-alzira-que-continua-se-expandindo-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/s2marketing.ag\/clientes\/fabrica\/fundadora-relembra-inicio-da-fabrica-de-bolos-vo-alzira-que-continua-se-expandindo-na-pandemia\/","title":{"rendered":"Fundadora relembra in\u00edcio da F\u00e1brica de Bolos V\u00f3 Alzira, que continua se expandindo na pandemia"},"content":{"rendered":"<h4>Empreendedora Alzira Ramos inaugura mais uma loja no Rio de Janeiro neste m\u00eas.<\/h4>\n<p>O ano era 2008. Uma fam\u00edlia tijucana enfrentava uma delicada situa\u00e7\u00e3o financeira. Alzira Ramos, ent\u00e3o com 60 anos, pensou em encontrar uma maneira de ajudar o marido nas despesas da casa fazendo algo de que gostasse. Foi a\u00ed que veio a ideia de come\u00e7ar a preparar\u00a0<strong>bolos para vender<\/strong>. O primeiro, feito para um amigo que queria ajud\u00e1-la, foi de iogurte, gra\u00e7as a receita passada por uma cunhada. O doce agradou e n\u00e3o demorou para ganhar fama na vizinhan\u00e7a e muitos outros sabores. De repente, a mais nova confeiteira do bairro precisava atender a dez, 50 pedidos no mesmo dia.<\/p>\n<p>A estrutura da cozinha do modesto apartamento come\u00e7ou a ficar pequena para dar conta de tantas encomendas da guloseima. O neg\u00f3cio artesanal crescia numa velocidade impressionante, como se uma m\u00e3o tivesse jogado doses generosas de fermento sobre ele. A simp\u00e1tica senhora, dona da F\u00e1brica de Bolo V\u00f3 Alzira, que este m\u00eas inaugura a primeira unidade no NorteShopping, n\u00e3o duvidaria de que foram as m\u00e3os de Deus: \u201cTenho certeza de que Ele apontou para mim e disse: \u2018Vai que chegou a sua vez\u2019\u201d. De fato, fica dif\u00edcil duvidar de que houve um toque divino nesta hist\u00f3ria de sucesso que tem n\u00fameros impressionantes. Na Zona Norte do Rio, entre lojas pr\u00f3prias e\u00a0<a href=\"https:\/\/revistapegn.globo.com\/Franquias\/\"><strong>franquias<\/strong><\/a>, s\u00e3o 40 unidades. Em todo o Brasil, j\u00e1 s\u00e3o quase 300.<\/p>\n<p>Nem a pandemia de Covid-19 foi capaz de frear o \u00eaxito do empreendimento genuinamente tijucano. A crise n\u00e3o bateu com for\u00e7a \u00e0 porta de Alzira, atual moradora da Barra da Tijuca que s\u00f3 tem boas lembran\u00e7as dos 25 anos em que viveu na Rua Pereira Nunes, cen\u00e1rio do in\u00edcio da sua bem-sucedida trajet\u00f3ria profissional.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o d\u00e1 para dizer que n\u00e3o houve perdas, mas, apesar de tudo, estamos conseguindo levar bem os desafios que surgiram de mar\u00e7o para c\u00e1. N\u00f3s n\u00e3o fechamos nenhuma loja e estamos dando todo o apoio necess\u00e1rio aos franqueados. Eu n\u00e3o entendo de administra\u00e7\u00e3o, s\u00f3 dos bolos, mas os meninos (referindo-se aos respons\u00e1veis pelo setor financeiro da empresa) me informam tudo. Eu gosto mesmo \u00e9 de visitar as lojas, de conversar com as pessoas que trabalham conosco e de ir \u00e0s inaugura\u00e7\u00f5es. Mas estou trancada em casa com o Cl\u00e1udio (marido) desde o in\u00edcio da pandemia. O meu filho (Alexandre, de 44 anos) n\u00e3o deixa a gente sair de jeito nenhum. Estou doida que essa doen\u00e7a acabe logo para voltar a trabalhar \u2014 diz a empres\u00e1ria.<\/p>\n<p>Quando se vivia sem a sombra da Covid-19, Alzira dava expediente de tr\u00eas a quatro vezes por semana. Provar os bolos nas lojas e experimentar novas receitas estavam entre as suas atribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u2014 Eu sempre gostei de ir pessoalmente \u00e0s lojas para ver se estava tudo certinho, dentro do nosso padr\u00e3o de qualidade. Sinto muita falta de trabalhar. Aposentadoria \u00e9 uma coisa que nem passa pela minha cabe\u00e7a. Dizem que \u00e9 o olho do dono que faz crescer o neg\u00f3cio (risos). Sou muito grata a todos que trabalham comigo e n\u00e3o esque\u00e7o das meninas que estiveram ao meu lado na primeira loja, na Rua da Rela\u00e7\u00e3o, no Centro. Eu tamb\u00e9m tenho um carinho imenso pelos vizinhos do pr\u00e9dio da Tijuca, que foram os grandes respons\u00e1veis por divulgar os meus bolos \u2014 observa.<\/p>\n<p>As recorda\u00e7\u00f5es do antigo endere\u00e7o seguem vivas na mem\u00f3ria da confeiteira:<\/p>\n<p>\u2014 S\u00f3 tenho lembran\u00e7as boas. Foi ali que a minha hist\u00f3ria com os bolos come\u00e7ou. Quando as encomendas aumentaram muito, os vizinhos me ajudavam a subir com as compras no elevador. Eram quilos e mais quilos de farinha, a\u00e7\u00facar\u2026 Nunca imaginei que fosse chegar onde cheguei.<\/p>\n<p>Nem nos seus maiores e melhores sonhos Alzira imaginou que fosse se tornar a ilustre propriet\u00e1ria de um imp\u00e9rio dos bolos.<\/p>\n<p>\u2014 Jamais esperei este sucesso. Eu realmente s\u00f3 queria ajudar a pagar as despesas da casa. Mas, de repente, a coisa cresceu de uma tal maneira que a minha cozinha j\u00e1 n\u00e3o dava mais conta, nem eu. A\u00ed tive que chamar uma menina para trabalhar comigo e logo depois abri a primeira loja. A minha maior alegria \u00e9 saber que os meus bolos empregam muita gente \u2014 frisa. \u2014 \u00c9 claro que tive muitas conquistas materiais. Na Tijuca, de certa forma, eu morava de favor. Como n\u00e3o t\u00ednhamos como pagar aluguel, meu irm\u00e3o me deu aquele apartamento, onde tudo come\u00e7ou, para morar. Nunca imaginei que conseguiria comprar uma casa e deixar o meu filho e os meus netos (Guilherme, de 19 anos, e J\u00falia, de 10) estabilizados financeiramente. Ach\u00e1vamos que nosso filho s\u00f3 herdaria a educa\u00e7\u00e3o que demos a ele. Mas Deus nos aben\u00e7oou.<\/p>\n<p>Ambi\u00e7\u00f5es, Alzira praticamente n\u00e3o tem. Afinal, j\u00e1 conquistou muito mais do que desejou. H\u00e1, no entanto, algo que o dinheiro compra e que a deixa rindo \u00e0 toa:<\/p>\n<p>\u2014 Amo viajar. A minha loucura era conhecer a Fran\u00e7a. Quando fui a Paris, chorei debaixo da Torre Eiffel. Eu n\u00e3o acreditava que estava embaixo daquela torre, naquele lugar onde nunca pensei que iria um dia. Enquanto isso, uma sobrinha se divertia com o meu choror\u00f4 (risos). N\u00e3o tenho nada a pedir, s\u00f3 agrade\u00e7o!<\/p>\n<p>Servir de inspira\u00e7\u00e3o para que outras mulheres na maturidade acreditem nos seus talentos tamb\u00e9m \u00e9 motivo de felicidade para a confeiteira:<\/p>\n<p>\u2014 Uma vez, estava na inaugura\u00e7\u00e3o de uma loja e uma senhora, mais velha do que eu, veio falar comigo com os olhos cheios de l\u00e1grimas. Ela me disse que conhecia a minha hist\u00f3ria, que estava vivendo uma situa\u00e7\u00e3o financeira dif\u00edcil, mas que, se eu tinha chegado ao sucesso aos 60, ela tamb\u00e9m poderia. A partir da\u00ed, come\u00e7ou a vender panos de prato e j\u00e1 estava conseguindo sustentar a fam\u00edlia com o trabalho dela. Eu fiquei t\u00e3o emocionada que chorei abra\u00e7ada a essa senhora. Nestas horas, a gente tem plena certeza de que tudo, inclusive os momentos de dor, valem a pena. A vida vale muito a pena!<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/revistapegn.globo.com\/Franquias\/noticia\/2021\/01\/fundadora-relembra-inicio-da-fabrica-de-bolos-vo-alzira-que-continua-se-expandindo-na-pandemia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/revistapegn.globo.com\/Franquias\/noticia\/2021\/01\/fundadora-relembra-inicio-da-fabrica-de-bolos-vo-alzira-que-continua-se-expandindo-na-pandemia.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empreendedora Alzira Ramos inaugura mais uma loja no Rio de Janeiro neste m\u00eas. O ano era 2008. Uma fam\u00edlia tijucana enfrentava uma delicada situa\u00e7\u00e3o financeira. Alzira Ramos, ent\u00e3o com 60 anos, pensou em encontrar uma maneira de ajudar o marido nas despesas da casa fazendo algo de que gostasse. Foi a\u00ed que veio a ideia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1728,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-1727","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saiu-na-midia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/s2marketing.ag\/clientes\/fabrica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1727","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/s2marketing.ag\/clientes\/fabrica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/s2marketing.ag\/clientes\/fabrica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/s2marketing.ag\/clientes\/fabrica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/s2marketing.ag\/clientes\/fabrica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1727"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/s2marketing.ag\/clientes\/fabrica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1727\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1734,"href":"https:\/\/s2marketing.ag\/clientes\/fabrica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1727\/revisions\/1734"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/s2marketing.ag\/clientes\/fabrica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/s2marketing.ag\/clientes\/fabrica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1727"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/s2marketing.ag\/clientes\/fabrica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1727"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/s2marketing.ag\/clientes\/fabrica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1727"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}